O foco central da educação é o ensino e a aprendizagem, que acontece em vários locais e ambientes, mas principalmente em aula, nas relações entre professor e estudantes. Mas antes de pensar diretamente nos resultados de aprendizagem dos estudantes e na operacionalidade da gestão pedagógica, é preciso acreditar na gestão, no âmbito do município e na posição do dirigente. A maneira como o dirigente atua, tem uma grande influência em todas as demais ações, situações e resultados da educação. É verdade que o dirigente não resolve nem muda nada sozinho, mas é também verdade que sua atitude e ações podem colaborar muito, ou atrapalhar muito.
O dirigente de educação, acima de tudo, deve estar aberto a novas aprendizagens. Mas conhecimentos não bastam. É preciso aliá-los à gerência de conflitos pessoais e institucionais, com postura inclusiva e de liderança democrática, para unir forças e conseguir uma sinergia, maximizando o aproveitamento das habilidades, talentos e vontades das pessoas.
Desse modo, quem assume a gestão da educação municipal precisa construir-se como um líder. A palavra líder, e liderança, aqui entendidas como aquele que dá vida ao coletivo, colocando-se como servidor da coletividade, colaborando para que todos cresçam em resultado e em autonomia, cada um a seu modo, respeitando as diferenças, potenciais e preferências. Só uma liderança democrática fará sentido ao papel do dirigente da educação pública.
Uma boa gestão pode ajudar a germinar e florescer sementes que já existem e que podem estar adormecidas e até abafadas. A atitude do dirigente da educação desafiando, apoiando e organizando talentos, e a relação de respeito e participação entre sua pessoa e outras pessoas envolvidas, poderá criar uma empatia e boa vontade, de forma que as energias existentes se realimentem e se multipliquem.
Somente uma liderança democrática é capaz de dialogar com todas as pessoas envolvidas, e estabelecer com elas os melhores caminhos e opções. Somente a gestão democrática pode desenvolver a verdadeira liderança, cuja autoridade é sólida, baseada em laços de confiança e competência. O dirigente precisa trabalhar para isso e assumir esse papel de liderança.
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